terça-feira, 18 de novembro de 2008



A partir da iniciativa de promover conhecimento e cultura acerca do “Zeitgeist” de nossa era, junto com a união entre artistas e amigos da cena eletrônica capixaba, os núcleos Psy Secret & Artfluor convidam você para uma festa feita a mão, baseada na celebração da evolução da consciência através da música eletrônica e da dança. Assim, trazemos à tona o controverso documentário Zeitgeist que apresenta uma série de fatos reveladores de como a mídia de massa, os interesses políticos e a religião moldam os valores morais e a expectativa de vida através do sistema monetário.Nosso objetivo é disseminar as relevantes informações deste documentário e causar a reflexão individual, sem dogmas ou paradigmas, livre de pré-conceitos. Com a única certeza de que, enquanto seres humanos, somos capazes de muito mais.Serão distribuídos 100 DVD´s do documentário Zeitgeist, the Movie (2007) e 100 DVD´s do Zeitgeist, Addendum (2008) junto com os primeiros 200 ingressos.

Data: 13/12/08


Hora: 23:00h


Local: Ilhazinha da Fazenda Camping Barra do Jucu – VV/ES


Zeitgeist é um termo alemão cuja tradução literal significa espírito da era ou espírito do tempo.


A expressão Zeitgeist significa o avanço intelectual e cultural da humanidade numa certa época.

DJ´s


confirmados:


Rabana


Fada


Onion


Brain


Indy


Rafael Vianna


Young


Charlin


Fuka


Bechepeche


Morphine


Freaknoise


Sybel


Decoração especial by Artfluor


Ingressos:


Antecipado: R$10,00


Portaria : R$15,00




Em breve divulgaremos locais de venda e comissários.
informações 92277479 Forták



NA ORDEM SOCIAL de hoje, o mais elevado tipo de sociedade humana está nas salas de estar. Nas elegantes e refinadas reuniões das classes aristocráticas não há nenhuma das impertinentes interferências da legislação. A individualidade de cada um é totalmente admitida.O intercurso, portanto, é perfeitamente livre.




Suponha que o intercurso da sala de estar seja regulado por uma legislação específica. Que o tempo permitido para cada cavalheiro dirigir-se a cada dama seja fixado por lei; que as posições que eles possam sentar ou ficar de pé sejam precisamente reguladas; que os assuntos sobre os quais eles tenha permissão de discorrer, e o tom de voz e os gestos que cada um possa fazer, sejam cuidadosamente definidos, tudo sob o pretexto de evitar a desordem e a violação dos privilégios e direitos uns dos outros. Poder-se-ia conceber algo melhor calculado e mais certo de converter todo intercurso social numa escravidão intolerável e numa confusão sem esperança?


S.PEarl Andrews


A ciencia da sociedade

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Muitas organizações têm perdido o direito de serem chamadas de "religiões" e devem agora serem classificadas como estruturas de culto de poder político-econômico. Não importa os quão bem intencionados são os humanos, se colocados um pouco acima de seus irmãos de raça, há a tentação de usar seu conhecimento e posição para controlar aqueles que estão abaixo deles. . São estruturas de poder que dividem os homens em "guerras santas' e nada mais que isto.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

segunda-feira, 5 de maio de 2008

MARCHA MUNDIAL DA MACONHA!

04/05/2008

Foi criada com muitas expectativas.
Desde a festa do dia 02/05 Sexta-feira no Sindufes, Vitória – ES, as pessoas surpreenderam com sua presença graças também aos artistas que abraçaram na causa.
Banda mais Djs cooperaram com suas músicas dentre da organização da Marcha.
Como representantes do coletivo Aary, Thiago, Fortak, Ronaldo, Erico, André tiveram o primeiro passo para mobilizar o povo.
A proposta da MARCHA MUNDIAL DA MACONHA em Vitória foi a discussão do tema na sociedade, pela a própria. Com um mini-trem-elétrico os microfones estavam abertos para a comunidade expressar sua opiniões sobre a Legalização ou não da Canabis Sativa. Falaram sobre suas utilidades na esfera industrial, medicinal, recreativa e cultural dessa planta de poder cultivada desde o período neolítico pelo homem, seu envolvimento direto na historia da colonização do Brasil pelos portugueses graças as velas produzidas pela fibra de cânhamo devido a sua alta resistência. Tantos os negros trazidos em navios negreiros quanto os povos indígenas faziam uso da Maconha.
Enfim, por que não discuti isso num debate aberto. Os legisladores, juízes e advogados, médicos, políticos e todas as classes profissionais de respeito deveriam dar atenção ao assunto. A proibição da maconha gera mais danos do que a legalização! Pagamos todos mais caro, por vidas perdidas de crianças envolvidas no tráfico de drogas, cárcere cheios de almas sustentadas por nós que dificilmente irá ser resgatada de volta a sociedade.

Concordo que tem muito problema no Brasil que necessita de soluções rápidas do à Legalização da Maconha, mas a proibição é mais um degrau desse abismo social.
É tudo uma questão de boa vontade. Suas propriedades industriais podem levar a criação de empregos e desenvolvimento de pesquisas. Diminuindo a miséria em nosso país.
Não sei qual vai ser a repercussão da marcha... se
a sociedade vai discutir sem hipocrisia sobre o assunto. Reconhecer que existe uma sociedade usuária da erva que estão presente em várias classes sociais e que ela faz parte da nossa Cultura...
Ministro da Cultura , já fumou muito..
Quem não fuma maconha com certeza conhece alguém que fuma.
Então,

PARABÉNS VITÓRIA DO ESPÍRITO SANTO!! VIVA JAH!!

Semeando a tolerância e marchando contra a hipocrisia!!!

Fortak Trancoso

terça-feira, 25 de março de 2008

O Revolucionários Urbanos

Uma sociedade sem Estado, onde as pessoas possam viver em conjunto sem necessitarem de regulamentos de carácter sansionatório. Onde haja espaço, para além do trabalho, para a cultura e lazer. Onde impere o sentido comunitário. A anarquia, tal como ela deve ser interpretada no melhor sentido. Esta é uma ideia defendida pelos squatters, ou "ocupas". Pessoas que defendem o direito à diferença e o direito a ocupar casas desabitadas ou abandonadas. Uma filosofia alternativa de vida.
A obtenção de lucro vai dominando o planeamento das cidades, enquanto quarteirões inteiros de grandes urbes europeias se degradam pelo desinteresse imobiliário que representam aos olhos dos investidores. Zonas não atractivas do ponto de vista financeiro, às quais, muitas vezes, corresponde uma desvalorização sócio-cultural da população. Uma situação muitas vezes repetida, que na perspectiva dos squatters representa uma oportunidade para erguer um espaço autónomo, onde habitação e animação social e cultural se congreguem no mesmo sítio. Mais do que uma oportunidade, um direito, assegurado pela maioria das constituições que regem os países desenvolvidos, mas que para muitos não passa disso mesmo: um direito. Uma ideia no papel. Uma utopia. A ocupação de casas abandonadas surge, assim, como uma resposta à falta de iniciativas do Estado nessas áreas e à vontade em travar a especulação imobiliária. Não só em Berlim, Londres ou Amsterdão. No Porto existem também casas abandonadas e squatters que as ocupam.
Raquel e Pedro, de 21 e 22 anos, foram alguns dos jovens que em 1990 iniciaram a ocupação de casas desabitadas na cidade do Porto. Contam como a sua vivência em alguns squatts europeus lhes despoletou a vontade de aqui espalhar o movimento. Não sendo um tipo de acção com tradições em Portugal, exceptuando os anos posteriores ao 25 de Abril, em que muitas centenas de casas passaram a servir de abrigo a retornados das ex-colónias e, uns anos mais tarde, a emigrantes africanos, pode dizer-se que só agora começa a ganhar forma um movimento organizado que defende esta ideia, baseada nos mecanismos legais previstos na lei e nos direitos inscritos na constituição. A ideia fundamental do squatting, ou ocupação, é a de organizar uma comunidade que consiga ser auto-suficiente e onde todas as pessoas trabalhem em conjunto para a sua manutenção. Um princípio que se orienta por regras em que a vontade e o trabalho colectivos se congregam e que, para além de representar não só uma habitação, constitua ao mesmo tempo uma espécie de centro de artes, concertos e debates aberto a todos.
Como em Santiago de Compostela, em Espanha, onde um prédio de um bairro mais desfavorecido foi transformado numa espécie de centro cultural. "Um sítio onde se pode beber um copo, utilizar computadores ou aprender fotografia", contam. A coordenação das actividades é feita por um máximo de dez a quinze pessoas, que contam apenas consigo e com o apoio dos vizinhos do quarteirão onde residem. "Esta é a outra perspectiva de ver os squatts: "Como um local de onde se podem desenvolver iniciativas culturais e levar as pessoas de fora a participar. Que constituam espaços de encontro, onde se possa discutir ideias e elaborar projectos para actividades. Algo que preencha a vida", refere a Raquel.

UMA CULTURA ALTERNATIVA
Juntamente com outros squatters, a Raquel e o Pedro fizeram já duas tentativas de ocupação de casas desabitadas, situadas nas proximidades da Praça da República, no Porto. A primeira serviu praticamente como uma experiência, já que sem água ou luz poucas coisas podiam ser feitas. Assim, o espaço servia essencialmente como local de reuniões do grupo a que pertencem, e ao qual acham mais correcto denominar "colectivo". Para piorar a situação, o proprietário do imóvel não levou muito tempo a saber que a casa tinha sido ocupada e, pouco tempo passado, desmantelou o telhado e obteve uma licença da câmara municipal para demolir o edifício.
A segunda ocupação, ocorrida por volta de 1993, foi diferente e mais conseguida. Tanto pelo facto de existir água e luz, como pela receptividade de alguns vizinhos à ideia. O primeiro passo a seguir foi o de dar conhecimento aos moradores da área qual o propósito da intervenção, esclarecendo-os através de panfletos distribuídos na rua ou colados nas paredes. Uma maneira prudente de preparar os futuros vizinhos, que inclusivamente foram convidados para uma festa de recepção. Depois foi o trabalho de limpar a casa, reparar pequenos estragos e dar as condições mínimas de habitabilidade ao espaço. Seguia-se a tarefa mais árdua: organizar internamente o squatt e fazer com que existissem regras sem que elas fossem impostas, criando um esquema de trabalho expontâneo e desenvolvendo o espírito de iniciativa das diferentes pessoas envolvidas.
"As únicas ajudas vieram do proprietário de uma mercearia local, que nos deu algumas caixas de alimentos antes de a encerrar para férias, de uma senhora que se ofereceu para dar algumas aulas de inglês e participar em algumas das actividades, e de uma assistente social que se interessou pelo projecto. Até chegou a levar lá os filhos", conta Raquel. Criaram-se ateliers de tempos livres e outras actividades didáticas para as crianças das ruas envolventes, uma infoteca e um bar onde eram servidas bebidas e refeições a preços económicos. Um espaço de "cultura alternativa onde se podia explorar potenciais e fazer algo em conjunto", refere o Pedro. Durante a ocupação desta casa, na rua de Faria Guimarães, os meninos de rua que por ali se encontravam a vaguear durante o dia fizeram daquela a sua casa e o seu espaço de entretenimento. Houve inclusivamente dois irmãos que ali passaram a pernoitar e que das paredes velhas fizeram, durante algum tempo, o seu quarto.
Mas também aqui o proprietário do imóvel ficou a par da ocupação e deu um prazo de quinze dias para que o colectivo retirasse todos os objectos da casa. No seu lugar, iriam ser construídos dois andares e uma cave que, afinal, "não passou do projecto". Tentaram ainda que as pessoas vissem o trabalho ali desenvolvido, convidando os meios de comunicação social, mas sem sucesso. A divisão interna do colectivo, dentro do qual não havia consenso sobre a estratégia a tomar, e o ultimato dado pelo proprietário acabou por ditar a morte do squatt. "Algumas das pessoas que ali vinham não tomavam iniciativas e apenas usufruíam do local. Como era quase impossível controlar as entradas, muitas delas apareciam não por que levassem a ideia a sério, mas para fazer daquilo um sítio que degenerou um bocado da ideia inicial".
Quem também já esteve em contacto com squatters de outras nacionalidades, mas que defende um conceito de ocupação um pouco diferente, é José Paiva, do colectivo ecológico Terra Viva. Um conceito talvez amadurecido pelo tempo e pelas vivências herdadas de um período revolucionário anterior ao surgimento do movimento. Vivia-se então os anos seguintes à revolução de Abril e a ocupação de casas devia-se a uma necessidade de carácter social. Esteve ao lado da Raquel, do Pedro e dos restantes "ocupas" nas duas tentativas efectuadas e aplaude a "iniciativa daqueles jovens em tentar criar um espaço de intervenção autónomo". Mas pensa que se verificou um tipo de ocupação que, "não sendo elitista, também não agia em benefício de algo". Além disso, devia ter sido realizada com o apoio e o envolvimento de outras associações e organizações de intervenção congéneres. "Como em Havenstrasse, em Hamburgo, onde os squatters locais conseguiram reunir o suporte de organizações como os verdes alemães e outros partidos de esquerda", exemplifica. Mas, vai dizendo, "na Alemanha é diferente, porque existe por trás uma organização e uma estrutura de apoio muito mais elaborada".
Para José Paiva, a ideia de squatt passa por algo mais abrangente e de carácter mais socializante, como a legalização de casas devolutas, o alojamento de pessoas sem abrigo e a criação de diversas actividades que incluíssem, por exemplo, bolsas de serviços para desempregados, especialmente em zonas mais desfavorecidas da cidade. Isto, "sem nunca pôr de lado a ideia de albergar e receber pessoas, como viajantes ou jovens que participem em intercâmbios culturais". O fundamental é criar laços com a população residente e desenvolver actividades em prol dessa mesma população. Uma espécie de intervenção que ajude a melhorar as condições sócio-culturais de pessoas com menores recursos. Aplicar a filosofia de "ecologia social", ou seja, o de uma nova política de base, participativa, em que devem ser cultivados e incentivados laços comunitários, em cidades ou em quaisquer outros locais onde possam nascer interesses comuns.

TRABALHO PROGRESSIVO
Mas se os objectivos são válidos, então porquê a dificuldade em se implantarem? José Paiva considera que o "actual clima social não é propício ao efeito "bola de neve", no qual uma ideia toma corpo, se desenvolve e é apoiada por sectores mais abrangentes da sociedade. Existem cada vez mais consumidores passivos que, na sua opinião, se vão tornando "progressivamente em células isoladas". Além disso, a cidade não tem grandes tradições de movimento social nesta matéria, exceptuando as ocupações que se fizeram depois do 25 de Abril".
A opinião da Raquel, se bem que explicitada em termos diferentes, conduz à mesma ideia: "O que faz falta é que as pessoas tenham iniciativas. Há muita gente a defender esta ideia, mas na altura de se organizarem em torno de um projecto deixa de existir concertação de posições e vontade em o levar em frente". A nível internacional o movimento de ocupações leva já quase trinta anos. "Durante esse tempo as pessoas dos mais variados estratos sociais enraízaram um outro tipo de mentalidade e aceitam com maior facilidade as ocupações".
Mesmo em Espanha, dominada durante décadas por um regime ditatorial em muito semelhante ao português, existe uma abertura mais expontânea das pessoas a este tipo de iniciativas. E podemos aprender com os nossos vizinhos galegos, que, mesmo numa cidade pequena com Santiago de Compostela, usufruem do squatt ali implantado sem olhar com ar desconfiado quem o frequenta. "Era espantoso ver como ali as pessoas traziam os filhos e a vizinhança ajudava na sua manutenção, através da doação de comida, roupas ou objectos antigos. Foi engraçado observar como uma velhinha, ao mesmo tempo que bebia uma chávena de chá preparada no squatt, conversava com alguém muito mais novo, de crista colorida na cabeça. Uma mentalidade completamente diferente", conta o Pedro.
"Mas as mentalidades mudam aos poucos. Não podemos é esperar que em poucos anos de actividade no Porto se consiga reunir todos os grupos alternativos em torno de projectos como este. Mas essas pessoas existem. É uma questão de trabalho progressivo", contrapõe Raquel, para o qual contribuem as fanzines e toda a informação nelas contida. "Olhos de Raiva" é um catálogo de distribuição de publicações, música e contactos. Elaborado pela "Distribuidora Alternativa", dele constam diversas fanzines de leitura anarco-sindicalista, macrobiótica, entre outras. São vendidas ao peso e constituem um dos meios que os squatters, e não só, utilizam para ter conhecimento do que se vai fazendo e trocar contacto com grupos espalhados pelo país e pelo estrangeiro.
Sem um local ainda definido, o colectivo da Raquel e do Pedro preparam uma terceira ocupação. Mas desta vez, além de estarem a planear uma intervenção mais cuidada, pensam em fazê-lo numa zona da cidade onde a pressão da especulação imobiliária não se faça sentir de modo tão forte. Sabem que se as coisas forem feitas de uma forma mais organizada e onde não haja um risco tão grande de o imóvel ser fechado por interesses monetários, recorrendo a apoios de organismos oficiais e organizações sociais, poderão passar das tentativas à prática. Afinal, "é com os erros que se vai aprendendo". Actualmente o colectivo encontra-se em fase de legalização jurídica sob a forma de associação de intervenção social e ambiental, que esperam ver oficializada dentro de pouco tempo. Sabem que, assim, terão mais hipóteses a nível jurídico de provar que o imóvel ocupado se destina a fins de utilidade pública.
A lei portuguesa é pouco tolerante no que se refere à ocupação de casas. Um imóvel devoluto ou abandonado só poderá ser considerado como propriedade privada se estiver selado com tijolos ou com algo que impeça a entrada física na propriedade, como um cadeado. No caso de não estarem reunidas estas condições ou de não se registar uma reclamação do proprietário num prazo de dez anos a quinze anos após a ocupação, bem como conseguir provar que os ocupantes fazem uso da casa para habitação, a lei prevê o direito de usocapião e esta passará a estar na posse dos novos ocupantes. Nos outros países a legislação é mais fléxivel e prevê prazos mais curtos para que o proprietário reclame a posse da casa. No país vizinho, por exemplo, a lei vai mais longe e proíbe o despejo imediato aos ocupadores de casas, dando tempo suficiente aos squatters espanhóis para recorrer à justiça. Em Inglaterra, contam, "existe inclusivamente um gabinete jurídico de apoio a squatters". Algo impensável numa cidade como o Porto, mas que não desanima a Raquel, o Pedro e os outros membros do colectivo a que pertencem. "Mais tarde ou mais cedo..."<
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Ricardo Jorge Costa

sexta-feira, 14 de março de 2008

AMNÉSIA

“EXISTEM DIVERSAS FORMAS PELAS QUAIS eu poderia começar, mas talvez a melhor seja começar explicando como me tornei Karen Eliot. O nome Karen Eliot é um nome coletivo.É um nome que qualquer um pode usar – e muitas pessoas de fato o fazem. O objetivo de haver um grande número de pessoas usando o mesmo nome é examinar na prática a questão filosófica da individualidade. Foi o interessante em tais questões filosóficas e suas soluções práticas que me levou a adotar o pseudônimo coletivo Karen Eliot.
“Obviamente me interesso por diversos tópicos filosóficos além da individualidade – por exemplo, as noções de verdade. Para examinar na prática a questão da verdade, espalho idéias que considero falaciosas e observo cuidadosamente as reações de outras pessoas a elas.”

Geometria Sagrada - o que é?
Geometria geo+metria = medição da terra
Geometria Sagrada = o estudo das ligações entre as proporções e formas contidos no microcosmo e no macrocosmo com o propósito de compreender a Unidade que permeia toda a Vida.
Desde a Antiguidade, os egípcios, os gregos, os maias… os arquitetos das catedrais góticas, artistas como Leonardo da Vinci ou o pintor Georges Seurat…. todos reconheciam na natureza formas e proporções especiais, que traduziam uma harmonia e unidade em si…
Essas relações de forma e proporções consideradas sagradas na geometria, na arquitetura, ….. também ocorrem de forma idêntica em outras áreas da expressão humana, como na Música. O estudo dos harmônicos, dos modos musicais vem fascinando os compositores e amantes da música há milênios. A mesma harmonia nos sons, nas formas, nas cores… também se encontra na natureza, do microcosmo ao macrocosmo….
Geometria Sagrada…. A linguagem mais próxima da Criação.



...
Desculpe-me por demorar tanto, mas melhor do que entrar em greve, gastarei todas as minhas energias atacando o sistema de arte trabalhando em torno dele, dentro dele e contra ele, e deixando que ele me pague pelas minhas tentativas de subvertê-lo.
pois a verdadeira arte é a transcendêcia... romper.... espalhar-se por o todo cosmo!
Chamar uma pessoa de artista é negar a outro um igual dom de visão.
Estamos vivendo em tanques de isolamento, só que em vez de água quente estamos nos banhando em mentiras. Dentro da economia de informações, a oposição espalha o fluxo, cada afirmação cria sua própria negação, o contexto muda constantemente, e o único princípio que emerge disso tudo é o princípio do próprio fluxo, o CONSUMO.
LIBERDADE
QUE A FORÇA ESTEJE COM VOCÊ
Mas o que é você???????????????????????????????????????????????

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008


Em seu livro, The Outermost House, Henry Beston escreveu que "Nós precisamos de um conceito mais novo, sábio, e talvez mais místico dos animais. Longe da natureza e vivendo através de artifícios complicados, o homem na civilização vigia as criaturas através do vidro do seu conhecimento e vê portanto, os detalhes de uma pena mas uma imagem geral distorcida. Nós os patronizamos por serem incompletos, pelo seu trágico destino de terem se formado tão abaixo de nós. E nisso nós erramos gravemente. Pois os animais não podem ser avaliados pelo homem. Num mundo mais velho e mais completo que o nosso eles se movem completos e confiantes, dotados com extensões dos sentidos que nós perdemos ou nunca possuímos, guiando-se por vozes que nós nunca ouviremos. Eles não são irmãos, eles não são lacaios. Eles são outras nações, presos conosco nesta vida e neste tempo, prisioneiros do esplendor e trabalho da terra."

Earthlings

O vencedor do Prêmio Nobel, Isaac Bashevis Singer(1904-1991), escreveu em seu livro de maior sucesso, Enemies, o seguinte:
"Por mais que Herman tivesse testemunhado o abate de animais e peixes, ele sempre dizia o mesmo pensamento: no seu comportamento em relação aos animais todos homens são nazistas. A presunção com a qual o homem pode fazer o que quiser com outras espécies exemplifica as teorias racistas mais extremas, a lei do mais forte."
A comparação com o Holocausto é intencional e óbvia. Um grupo de seres vivos angustia nas mãos de outro. E para os prisioneiros e vítimas deste assassinato em massa seu holocausto está longe do fim.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

ALIMENTO





O que acontece nos abatedouros é a variação do tema da exploração dos fracos pelos fortes.
Tendo poder, os humanos decidem quando esses animais vão morrer, onde eles vão morrer e como vão morrer. Os interesses desses animais não fazem a menor diferença na determinação de seu destino. As pessoas esperam que a carne que compram venha de um animal que morreu sem dor. Mas elas não querem saber de verdade. No entanto as pessoas que, através de suas compras, solicitam a morte de animais não merecem ser
protegidos deste ou de qualquer outro aspecto da produção da carne que compram.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


"O QUE EXISTE NÃO SÃO LOUCOS PERIGOSOS, SÃO LÚCIDOS PERIGOSOS"
Dr. Lopes Rodrigues

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Ao longo dos tempos ...



... a contenção e punição física de pacientes agressivos ou agitados sempre se confundiram com formas de tratamento.


Métodos de contenção já são citados em textos da época do imperador Tibérius (14 a 37dc). Neles , "as faixas de contenção" e "o acorrentamento" são mencionados como forma de "medo curativo".
Celas, correntes, camisas de força, coletes, correias, lençóis umidos e faixas evoluíram para recursos mais sofisticados como medicamentos sedativos, hipnóticos e até irreversíveis psicocirurgias, como lobotomia (secção transversal metódica cirúrgica dos lobos frontais).
Banho frio e banho quente (Balneoterapia) também já foram muito empregados, inclusive no Hosp.C.B.
Nos primórdios da psiquiatria foram tentados meios inusitados de "acalmar" pacientes. Walter Poldinger desenvolveu um método de atirar o paciente em lago de água fria através de um alçapão aberto repentinamente - uma forma de "shock terapia" chamada "ponte dos tolos".
Hermamm Boerhaarve (1668-1738) não só atirava seus pacientes na água gelada como fazia-os girar em sua "cadeira giratória" para aumentar o fluxo sangüineo no cérebro desfazendo assim as "congestões mentais". Também muito usados eram os "abcessos de fixação"-
nada mais do que injeções de essência de terabintina nas
nádegas produzindo abcessos terrivelmente dolorosos e febris, restando aos pacientes ficarem completamente imóveis em seus leitos.

Sete Cabeças



1971-O Hospital de Barbacena é mostrado pela imprensa com uma estrutura violenta, com instalações precárias e alto índice de mortalidade. Os convênios para o fornecimento de cadáveres as faculdades de Medicina chocam a opnião pública.
1978-Criação da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (FHEMG)
Reportagem "Os porões da loucura" , de Hiram Firmino
O cineasta Helvécio Ratton ilustra o estado de decadência da colônia de barbacena no documentário "Em nome da razão".
O psiquiatra italiano Franco Bassaglia vem a cidade e compara o Hospital Colônia a um "campo de concentração nazista".
1989-O projeto de lei federal n°3.657 é apresentado propondo fim gradual dos manicômios e substituição destes por outras formas de tratamento.
1993-Desativada a última cela do Pavilhão António Carlos.
1995-O projeto de lei estatual n°11.802 propõe a reintegração social do portador de doenças mentais e determina a progressiva extinção dos hospitais psiquiátricos e sua substituição por outro métodos de atendimento.




"LOUCOS PERIGOSOS SÃO PRODUTO DA IGNORÂNCIA MÉDICA"

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

É proibido pensar!

No Brasil colonial não existia nenhuma faculdade nem tipografia para imprimir livros ou jornais. Qualquer publicação só entraria na Colônia depois que a censura da Metrópole examinava a obra.
Os brasileiros não podiam ler nada, a não ser livros religiosos católicos e manuais de aritmética e gramática.
O domínio econômico precisava do domínio intelectual. E hoje em dia, será que os brasileiros conseguem pensar por conta própria?




"Que a sede de ouro é sem cura, e, por ela subjugados, os homens matam e morrem, ficam mortos, mas não fartos."

Cecília Meireles

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Acorde para Vitória


ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, e do remédio, dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.



Estamos todos cientes de que há certas empresas que, hoje, são tão grandes que seria impossível policiá-las. E acho que todos desconfiamos dessas empresas.
A idéia de empresas corruptas e aliança com, talvez, um governo também corrupto é algo que todo mundo estar mais familiarizado hoje do que há uns cinco anos atrás.


"...um soberbo edifícil,
Levantado sobre ossos de inocentes,
Construído com lágrimas de pobres,

Nunca serve de glória ao seu autor e sim de opróbrio..."

Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810)