Em seu livro, The Outermost House, Henry Beston escreveu que "Nós precisamos de um conceito mais novo, sábio, e talvez mais místico dos animais. Longe da natureza e vivendo através de artifícios complicados, o homem na civilização vigia as criaturas através do vidro do seu conhecimento e vê portanto, os detalhes de uma pena mas uma imagem geral distorcida.
Nós os patronizamos por serem incompletos, pelo seu trágico destino de terem se formado tão abaixo de nós. E nisso nós erramos gravemente. Pois os animais não podem ser avaliados pelo homem. Num mundo mais velho e mais completo que o nosso eles se movem completos e confiantes, dotados com extensões dos sentidos que nós perdemos ou nunca possuímos, guiando-se por vozes que nós nunca ouviremos. Eles não são irmãos, eles não são lacaios. Eles são outras nações, presos conosco nesta vida e neste tempo, prisioneiros do esplendor e trabalho da terra."
O vencedor do Prêmio Nobel, Isaac Bashevis Singer(1904-1991), escreveu em seu livro de maior sucesso, Enemies, o seguinte:
"Por mais que Herman tivesse testemunhado o abate de animais e peixes, ele sempre dizia o mesmo pensamento: no seu comportamento em relação aos animais todos homens são nazistas. A presunção com a qual o homem pode fazer o que quiser com outras espécies exemplifica as teorias racistas mais extremas, a lei do mais forte."
A comparação com o Holocausto é intencional e óbvia. Um grupo de seres vivos angustia nas mãos de outro. E para os prisioneiros e vítimas deste assassinato em massa seu holocausto está longe do fim.